26 de outubro de 2014

Conto #01




Olá leitores :D
Para começar o blog resolvi postar um conto que eu fiz (o primeiro) entre uma aula e outra de exatas.   



      O taxi que a escola mandou para buscá-lo já havia chegado, afinal a escola queria ter a certeza de que um Dr. tão admirado e sábio iria a palestra e que chegaria no horário combinado. Era um dia especial para os alunos e até mais para o Doutor, pois ele sempre gostou de esbanjar vaidades depois de anos estudando medicina. Já na frente da escola o Dr olhava aquelas crianças e lembrava dizendo ao taxista:
- olha para essas crianças, eu já fui assim, tolo e sem respostas para as mais bobas perguntas. Mas eu estudei e não há nada que eu não possa responder. Nas palestra, enquanto me olharem com toda a admiração que eu mereço, darei uma lição para esses jovens que não querem saber nada além de vídeo-game.

      Mas mesmo com essa aparência e atitude esnobe, por dentro ele estava uma pilha de nervos! Foi ao banheiro se olhar no espelho e dar uma boa analisada na sua imagem.
-Muito arrumadinho. O que eu pareço? Alguém desesperado para causar boa impressão? Vou mudar um pouco essa imagem para parecer mais tranquilo um "nem aí", até porque essa é só uma das muitas palestras que ainda  darei - disse o Dr. trêmulo por dentro apesar de cuspir superioridade.
- Não há pergunta que eu não possa responder! - repetia para si mesmo.


       Após a palestra, ele abriu espaço para os alunos fazerem perguntas. Só que agora ele não estava nervoso, ao contrário, ele estava confiante e esnobe como nunca. E então um menino sujo por ter ido a palestra logo depois da aula de Educação Física, com uma bola na mão levantava o braço com a esperança de tirar sua dúvida.

  -Diga menino, qual é sua grande dúvida? -Disse o Dr. com ironia e segurança.
  -Moço, eu perdi a minha mãe tem um mês e gostaria de saber...por que as pessoas morrem?









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